TRANS[ACTO]#02/2015 BOA VISTA BRASIL: SOBRE OS ARTISTAS E PEÇAS IMAGIOLÓGICAS EM APRESENTAÇÃO

ANDERSON PAIVA

Apresenta [MIRAculosum]

“Fragmentos de imagens colhidas em Fátima (Portugal) em que promessas em parafina derretem entre o calor do fogo e a força do vento. MIRAculosum trata da espera pelo milagre e da cura do olhar pela chama em que miramos nos vários percursos que percorremos.”

Texto gentilmente cedido pelo seu autor Anderson Paiva

bio | Anderson Paiva é artista visual e professor de arte da Universidade Federal de Roraima. Nasceu em Salvador, Bahia (Brasil), e hoje reside em Coimbra (Portugal). Explora a precariedade da imagem e atualmente realiza investigação artística sobre paisagens celestes no doutoramento em Arte Contemporânea da Universidade de Coimbra.

Mais informações em: andersonalias.wix.com/portfolio  


ANTÓNIO BARROS

Apresenta [COM PÉS DE VEGÉCIO]

“Com Pés de Vegécio”, 2012, António Barros, Coimbra, Portugal.
Objecto-livro [Obgesto] – numa leitura performativa sobre o “Compêndio da Arte Militar de Vegécio”, de João Gouveia Monteiro e José Eduardo Braga, Imprensa da Universidade de Coimbra.
Vídeo, realização de Augusta Villalobos, apresentado em “Progestos_Obgestos”, Ciclo: Nas Escritas POEX, Casa da Escrita, Coimbra, Portugal.
Obgesto, Colecção de Ernesto M. de Melo e Castro, São Paulo, Brasil.

Consultar: Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa – po-ex.net/

Caminho e penso | E. M. de Melo e Castro

Para António Barros 
olhando o seu obgesto “Com Pés de Vegécio”

caminho e penso
e a dor do caminhar intenso
iguala o prazer do pensamento tenso
que enquanto caminho o espaço venço
e enquanto penso o tempo alcanço
no mesmo enlace
mas num outro lance

penso enquanto caminho
com o fluir dos passos
e o doer nos pés
com os neurónios abertos aos espaços
das súbitas intuições
com as palavras certas
das subtis emoções
de pensar e andar
no ritmo telúrico do vento

caminho e penso
penso e caminho
sem sair do pensar
e sem andar um passo
porque do obgesto imana
a energia toda
contida no mistério
que é andar e ver
pensar e conhecer
a vida e a morte
que nos há-de viver

E. M. de Melo e Castro
Do Claro e do Escuro, Terracota Editora, São Paulo, Brasil, 2013.

textos gentilmente cedidos pelo autor António Barros

mais informações em po-ex.ne

bio | António Barros é natural do Funchal. Actividades recentes: Investigação em Imagística da Palavra, Facultat de Belles Arts, Universitat de Barcelona. Consultor do Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa, Universidade Fernando Pessoa, e Diretoria de Imagem na Universidade de Coimbra. Exposições no CAAA, Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães; MUSAC, Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León. Colaborador das revistas ESC:ALA e TriploV, Lisboa; Cibertextualidades, Porto, e Mediapolis e Rua Larga, Coimbra. Obra nas colecções da Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea; Museo Vostell Malpartida, Espanha; Walden Zero – Transdisciplinary Art and Education Project, Locarno, Suiça; Archivio Guglielmo Achille Cavellini, Brescia, Itália; Fundação Bienal de Cerveira; Museu de Arte Contemporânea Fortaleza de São Tiago, Funchal; Círculo de Artes Plásticas de Coimbra; Universidade de Coimbra; Universidade do México; Centro de Documentação 25 de Abril; Câmara Municipal de Coimbra; Colecção Augusta Villalobos; Colecção Ernesto Melo e Castro, São Paulo, Brasil. Livros: “John CAGE, Música Fluxus e outros gestos da música aleatória em Jorge Lima Barreto”, Contaminações #1, e “Joseph BEUYS, Artitude:01 e progestualidades conexas na performance internacional”, apresentação de Lucrezia de Domizio Durini, Contaminações #2. páginas pessoais | barrosantonio.wordpress.com/ po-ex.net/ whatiswatt.org/


FERNANDO XAUD

Apresenta [LUZES PARA O JANTAR] | [PAISAGEM MENTAL]

bio | Fernando Xaud,  é natural de Manaus/Amazonas e residente a dois anos em Boa Vista/Roraima. Autodidata que realiza criações artísticas – na área da pintura, fotografia, arte digital e videoarte. Os seus trabalhos abordam entre outros temas o surrealismo, situações cotidianas de introspecção e isolamento, o movimento do indivíduo no espaço e a representação imagética de estados interiores e metáforas pessoais. Atualmente busca ampliar seus horizontes de atuação através de projetos fotográficos e pictóricos, além de produções audiovisuais ficcionais e documentais. Foi o artista seleccionado resultante da “CALL”  TRANS[acto] TRANSDISCIPLINARY & ANTI-ARTISTIC GLOBAL PROJECT para a sua edição #02 no ano de 2015 a decorrer em setembro no Brasil na cidade de Boa Vista no Estado de Roraima.


GABRIELA CAETANO

Apresenta [PASSAGEM]

“Um vídeo que apresenta uma única imagem congelada. A noção de passagem do tempo é percebida através da mudança da saturação da imagem. Do branco pleno ao preto total uma paisagem é formada frente ao espectador.”

bio | Gabriela Caetano, nasceu em 1987 no Brasil, artista pesquisadora, produtora cultural e arte-educadora. Atualmente vive em Coimbra onde realiza Doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes. É Mestre em Processos e Procedimentos Artísticos (2011-2013) pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP, São Paulo/SP e Licenciada em Artes Plásticas (2005-2009) pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Florianópolis/SC. É Diretora Artística da Lugar Específico (www.lugarespecifico.com), uma linha de negócios que atua na área de projetos, consultoria e assessoria para artistas visuais.Trabalhou em diversos museus e centros culturais da cidade de São Paulo como arte-educadora, além de ministrar oficinas e workshops para artistas. Possui experiência na área de artes com ênfase em produção artística fotográfica, estudos e experimentos com gravura, desenho e instalação. Seu trabalho explora as questões da fotografia como matéria e suporte artístico, relacionando em sua pesquisa questões contemporâneas sobre a paisagem. Desenvolve pesquisa sobre a repetição da imagem e a paisagem na arte, incluindo os procedimentos fotográficos e gráficos que possibilitam a multiplicidade e reprodutibilidade da imagem na arte contemporânea. Mais informações: gabriela-caetano.wix.com/portfolio  

Texto gentilmente cedido pela autora.


ISABEL MARIA DOS 

Apresenta [PEIXE-ARTISTA NA GALERIA #0314]

[…] Peixe-Artista nasceu em Berlim em 1966 e é conhecido pelas suas esculturas e arte de instalação em grande escala que utilizam materiais elementares como a luz, a água, a temperatura do ar para melhorar as experiências estéticas do espectador. Entre as mais diversas galerias conceituadas por onde passou Peixe-Artista representa a #0314 Gallery e está representado nos melhores museus de grande parte das capitais de todo o mundo. Em 1994, ele criou o Studio-Aquarium-Peixe-Artista na Dinamarca na cidade de Copenhaga, um laboratório altamente financiado para pesquisa especial onde nele trabalha uma equipa multidisciplinar, de historiadores de arte, de assistentes técnicos incluindo engenheiros informáticos, engenheiros mecânicos entre outros técnicos, curadores e críticos de arte. Os trabalhos que Peixe-Artista desenvolve são previamente concebidos em grupo, por estas equipas que analisam, fazem e emitem os juízos de valor sobre as suas obras – de arte – da vanguarda contemporânea – que reconhecem, legitimam e definem os seus “produtos” artísticos como tais. Em uma acepção mais geral os seus críticos da sua equipa ocupam-se da sua arte incluído-o directamente na categoria de – artista e, consequentemente, nos circuitos comerciais para coleccionadores. […]

texto gentilmente cedido pela autora

bio | Isabel Maria Pereira Dos Santos (nome de nascimento – 09 de junho de 1967, Coimbra, Portugal) | Isabel Maria Dos (pseudónimo) é compositora intermedia, investigadora e professora – em fase de conclusão da Tese de Doutoramento em Estudos Artísticos – Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – Área Científica de Artes – Ramo de Especialidade de Estudos Teatrais e Performativos – Interesse principal de práticas artísticas/investigação: campo da arte interativa e novos media – aplicação nas artes performativas. Pós-Graduação em “A Integração da Óptica e Luz Laser – Holografia na Expressão Plástica” – Dep. de Física da Universidade de Aveiro. Licenciada em Artes Plásticas – Pintura; Estágios: Lyon – França, na Escola Superior Léonard de Vinci – Section Arts Appliqués et Design – Boulevard de Villefontaine onde participou em “au tournage d’un film pour les BTS audiovisuel – Givors – França. Foi “Jovem Criadora 96” / Bienal “Jovens Criadores” 96 – Clube Português de Artes e Ideias (CPAI). Colaborou no Projeto Nartural: Natureza e Arte – no âmbito do Programa Aveiro Digital desenvolvido pela World Wide Web Consortium (W3C). Destaca-se no panorama nacional a participação nas exposições/apresentações: VIII e IX Bienal de Arte Internacional de Vila Nova de Cerveira; IX Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira; – “Estruturas de Informação” – Exposição Multimédia Transdisciplinar – Departamento de Física e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro – Programa Aveiro Cidade Digital; Ciência e Arte – Novas Dimensões; International Symposium On Solubility Phenomena, Universidade de Aveiro. Autora e coordenadora dos projectos transdisciplinares: 

– [PAISAGENS NEUROLÓGICAS – ARTE E CIÊNCIA] edições #01 e #02, nos anos 2012 e 2014 respectivamente.

http://www.tagv.pt/projeto-educativo/paisagens-neurologicas/http://issuu.com/isabelmariados

– TRANS[acto] https://transacto.wordpress.com/  

– Publicações em destaque [ENTRE ARTE E CIÊNCIA, UMA LINHA DESFOCADA] – http://www.uc.pt/rualarga/files/rualarga35.pdf, págs. 24/25.  isabelmariados.com


JOSÉ CARLOS NASCIMENTO 

Apresenta [11] 

A materialização de “11” começou com a extração dos frames de um excerto de um dos registos vídeo dos acontecimentos a 11 setembro, que foram depois impressos e fotocopiados repetidamente até perderem qualidade. Os resultados foram então digitalizados e devolvidos à sequência original através de um programa de edição de vídeo.
A estratégia iconoclasta remete para a sobre-mediatização dos ataques às torres gémeas em 2001 (as duas horas mais repetidas da história) e, especialmente, para o facto de que são os media, sobretudo a televisão, quem estimula este tipo de acontecimentos, acabando, depois, por adulterar o próprio conteúdo das imagens.

texto gentilmente cedido pelo autor

bio | José Carlos Nascimento, é um artista plástico/fotógrafo português que vive e trabalha na Rússia em Moscovo. MA Image and communication- Goldsmiths College, University of London, 2004 (bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, 2003-2004). Licenciatura em Pintura – A.R.C.A. 1995. Docente na A.R.C.A. desde de 1995. Exposições (selecção): OPENEND, Espaço Artes, Multimédia e Perfomance, Coimbra 2013; New Cross (com Achilleas Tillegrafos) Espaço Artes, Multimédia e Perfomance, Coimbra 2013; Déjà Vu, Espaço Artes, Multimédia e Perfomance, Coimbra 2013; Cimento, Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra –2013; Paisagens Improváveis, Valladolid; Salamanca; León; Guarda, 2012; PassWord, Livraria Portuguesa, Macau, 2012; Magmart, Contemporary Art Museum, Nápoles, 2012; Oslo Screen Festival, Filmens Hus/Cinemateket, Oslo, 2012; Athens Video*/Art Festival, Atenas, 2011; Urban (R)Evolutions, MIDEN Festival, Kalamata, 2009; Actores Urbanos #3, TMG, Guarda, 2008; Actores Urbanos #2, Comissão Europeia, Luxemburgo, 2007; Diálogos Improváveis, Museu da Imagem, Braga, 2007 (individual); Actores Urbanos #1, Galeria Sete, Coimbra, 2007; Encontros da Imagem, Mosteiro de Tibães, Braga, 2006; Descubrimentos, Matadero, Madrid, 2006; Cross breed – Menier Gallery, Londres, 2004; Nas entranhas do infinito – Centro Cultural de Belém, Lisboa, 2002 (individual); Língua franca, Aarhus, 2002; Photographie Portugaise, fotografia Marroquina, Musée Batha, Fés, 2002; Critério Visível – CPF | Cadeia da relação, Porto, 2002; Índia – Encontros da Imagem de Braga, 2001 (individual).

Bolsas: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003 > 2004; Kellogs, Descubrimentos | Photoespaña, 2002; CPF/Ministério da Cultura, 2000; 2001; Fundação Oriente, 2001.
Coleções: CNF | Ministério da Cultura; Encontros da Imagem de Braga; Encontros de Fotografia de Coimbra


JOSÉ CRÚZIO 

Apresenta [THANK YOU] 

“A troca nem sempre visa um agradecimento. Mas um fim particular de outrém e seja em que contexto for. Para que se efective, há que ter os “botões de punho” certos. Quem os tem, só não tem o que recebe se assim não o quiser.”

bio | José Crúzio nasceu em 1975 em Coimbra, reside em Viseu. Licenciou-se em Pintura_Variante Artes Plásticas e detém o ano curricular do Mestrado em Criação Artística Contemporânea pela Universidade de Aveiro. Trabalha como docente de Artes Visuais e como artista plástico. Desde 1998 tem frequentado diversos workshops de fotografia, vídeo e vídeoarte; trabalhou como fotógrafo de cena em vários colectivos cénico-performativos e como repórter fotográfico nos Jardins Efémeros de 2012, entre outros eventos. Participou, como artista plástico, nas Bienais Internacionais de Vila Nova de Cerveira, do Douro/Alijó e Porto Santo; na Trienal Mundial de Chamaliéres (FR) e Miniprint de Cadaqués (ES) e em vários eventos tais como os Jardins Efémeros (Viseu). Actualmente, trabalha em obras e equipas de características multidisciplinares | intermédia 

página pessoal | http://cargocollective.com/josecruzio/Jose-Cruzio


JUDD MORRISSEY 

Apresenta [THE OPERATURE]

O vídeo OPERATUS apresentado em TRANS[acto] #02 é resultante de uma das apresentações da performance THE OPERATURE  ao vivo.

“Operatus” é uma performance ao vivo de um sistema poético – narrativo generativo, distribuído entre ecrãs, objectos interactivos e camadas de realidade aumentada. O trabalho envolve uma gama de contextos históricos e contemporâneos de observação e análise forense, incluindo os primeiros teatros cirúrgicos modernos, a lógica dedutiva de Sir Arthur Conan Doyle e The Stud File, um arquivo metódico de provas pessoais documentando as experiências sexuais de Samuel Steward, artista de tatuagens do século XX, pornógrafo e amigo de Gertrude Stein.”

fonte do texto entre comas: http://po-ex.net/noticias/performances-e-intervencoes/operatus-de-judd-morrisey – tradução de Manuel Portela

“ATOM-r

The Operature is a live performance and augmented reality poem engaging themes of forensics and anatomical science and spectacle. The work’s choreography, objects, text, and overall form and structure are influenced by research into historical archives including early modern anatomical theatre, Francis Glessner Lee’s miniature crime scene re-enactments known as the Nutshell Studies of Unexplained Death, and The Stud File, a lightly encrypted autobiographical record of the sexual exploits of Samuel Steward, a 20th century tattoo artist, pornographer, and friend of Gertrude Stein.

Each of these crudely elaborate histories presents an extension of the human capacity to observe, analyze, record and alter the body. The work revives these models and places them in relation to the 21st century vision of augmentation. Slowly, a new body emerges: coded, queer, corseted, evasive, complex and not without risk.

Video by James Tate. Edited from footage of The Operature at the National Museum of Health and Medicine in March 2014.

in http://atom-r.com/

Anatomical Theatres of Mixed Reality (ATOM-r) are a collective exploring embodied conditions of the contemporary through language, performance and emerging technologies. ATOM-r’s works, The Operature (2014) and Kjell Theory (in-progress), use a unique form of augmented reality characterized by architectural, geo-spatial poetic texts and virtual layers revealed by scanning body tattoos. Founded in 2012, the group is currently comprised of Judd Morrissey (writing and technology), Mark Jeffery (choreography), Justin Deschamps and Christopher Knowlton (performers). Past performing members include Samuel Hertz and Blake Russell. ATOM-r’s ensemble for The Operature included Meghan Moe Beitiks (Technical Director), Andrew Pace (Textile Artist), Laura Prieto-Velasco (Prop / Jeweller) Alfredo Salazar – Caro (New Media Artist), Bryan Saner (Master Carpenter), Kate Hampel (Costumes)and Studio Assistant Alexandria Eregbu.

Recent performances and exhibitions have taken place at ZERO1 Garage, San Jose; Eyebeam, NYC; National Museum of Health and Medicine Chicago; Anatomy Theatre and Museum, London; Performing House, York; Julius Caesar Gallery, Chicago; Museum of Contemporary Art Chicago; Chicago Cultural Center, and Le Cube, Paris.”

Texto gentilmente cedido pelo autor Judd Morrissey 

bio | Judd Morrissey nasceu nos Estados Unidos da América do Norte em Chicago. É escritor e code artist. As suas obras de literatura electrónica, performance interdisciplinar e instalação digital têm sido apresentadas em festivais e exposições nos Estados Unidos e na Europa, designadamente no Museu de Arte Contemporânea de Chicago, Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, Landmark@ Bergen Art Museum, House of World Cultures (Berlim), Teatre & DT ( Zagreb) e Centro Cultural de Chicago. Entre as suas obras literárias digitais, destaca The Precession (2009 – 2011), The Jew’s Daughter (Electronic Literature Collection, 2006), My Name is Captain, Captain (Eastgate Systems, 2002) e The Last Performance [dot org] (2009), projecto de escrita colaborativa, arquivo e visualização de texto para o qual recebeu a Creative Capital / Andy Warhol Foundation Arts Writers’ Grant em 2007. O seu trabalho tem sido objecto de inúmeros ensaios críticos e recensões em jornais e revistas, incluindo New York Times, The New Republic, RAINTAXI e Iowa Review. Judd Morrissey é mestre em belas artes [MFA] pela Universidade de Brown e é actualmente Professor Associado no Instituto de Arte de Chicago, onde lecciona nos domínios da Escrita, Arte e Tecnologia, e Performance. Foi membro do colectivo de performance Goat Island de 2004 até 2009, data de término do colectivo. Mais info em: judisdaid.com

(tradução de Manuel Portela)

fonte dos texto: http://po-ex.net/noticias/performances-e-intervencoes/operatus-de-judd-morrisey 


MAIA CAETANO 

Apresenta [WALKING HOME]

Home, Casa, não é só o espaço físico para onde voltamos todos os dias. A casa, o Lar somos nós, sou Eu. 

É nesse espaço que todos nós existimos, nessa “Casa”. Se a casa somos nós, sou EU, então essa casa é um percurso, um caminho onde cada um se move e existe.

É nesse percurso, que nos fazemos Nós, que nos fazemos EU. É nesse percurso que está o fazer e o estar.

É neste percurso, que quero ir para Casa.

(texto gentilmente cedido pelo autor)

bio | Maia Caetano com registo de nome Fernando Maia Caetano é bacharel em Artes Visuais na ARCA/ ETAC de Coimbra, é licenciado em Pintura na EUAC de Coimbra – Mestrado em Comunicação Estética, em Janeiro de 2010. Actualmente frequenta o Doutoramento em Arte Contemporânea, no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Investigador do CEIS XX, da Universidade de Coimbra. É professor do 3o Ciclo e Secundário da Escola Secundária/ 3 de Pinhel, das disciplinas de Educação Visual, Oficina de Artes, Desenho, Teoria do Design, Geometria Descritiva e História da Arte. – Orientador Cooperante da ARCA/Universidade Coimbra e da Universidade de Aveiro – Formador do Grupo 600 – Avaliador de Professores. Foi seleccionado para a exposição comemorativa da Revolução Estudantil. – Seleccionado para a exposição comemorativa do Bicentenário da Revolução Francesa. – Participação várias exposições colectivas em Pinhel, Guarda, Espinho, Porto, Coimbra – Várias exposições individuais na Guarda, Viseu, Mêda, Pinhel – Membro Fundador do Grupo de Intervenção Artística, Anúncios Solúveis. – Participação na III Bienal de Arte da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Real em 1999. – Participação na Exposição colectiva anual da ANAP na Guarda em 2002 – Participação na Exposição colectiva “Arte e Interioridade” integrada na Feira das Tradições de 2007. – Participação na ARTIS em 2011e 2013 em Seia – Representado em várias coleções particulares e em várias instituições. Outros – Conferência na Bienal d’Ar-te(s), “O Urinol em Pinhel” em 2013 – Palestra nas Paisagens Neurológicas 2, “Armando Azevedo, O Eu Individual ou o Eu Colectivo” em 2014


MANUEL CHANTRE

Apresenta [MONDAY, 11 MARCH, 2013]  Vídeo I (2015)

“La vidéo est issue de la série d’oeuvres ”Monday, 11 march, 2013”, une série d’oeuvres créées à partir de photos et vidéos d’un téléphone portable trouvé. La propriétaire n’a jamais été contactée; ses données sont échouées. La série pose un regard critique et poétique sur la confiance que nous avons envers les données confidentielles emmagasinées sur les téléphones portables. Elle traite plus précisément du phénomène que Chantre appel les données échouées; celles dont le propriétaire a perdu le contrôle de sa diffusion (Web, réseaux sociaux, interception de signal, perte physique de la carte mémoire ou du téléphone), de sa multiplication et des fins de son analyse. Les données existent par elles-mêmes hors de la vue de son propriétaire et pour une durée dont il ne peut prévoir. Le titre de la série est la date de la dernière photo emmagasinée dans la carte mémoire.”

“O vídeo I faz parte da série de ‘MONDAY 11 MARCH 2013’, uma série de obras criadas a partir de fotografias e vídeos de um telemóvel encontrado. O proprietário nunca foi contactado; os seus dados encalharam. A série remete para um olhar crítico e poético sobre a confiança que temos nos dados confidenciais armazenados nos telemóveis. Tratando-se mais precisamente do fenómeno a que o autor chama de os dados que encalharam; aqueles cujo proprietário perdeu o controlo da sua distribuição – que se perderam e encontram à deriva – (web, redes sociais, a intercepção de sinal, perda física do cartão de memória ou do telefone), a sua multiplicação e para a sua análise. Os dados existem por eles mesmos fora da vista do seu proprietário e por um período de duração que não se pode prever. O título da série está relacionado com a data da última imagem armazenada no cartão de memória.” 

bio (FR) | Manuel Chantre est un artiste canadien en nouveaux médias et compositeur qui crée des performances audiovisuelles, installations immersives et sculptures interactives en intégrant la musique, la projection vidéo, l’animation 3D et l’éclairage. Il s’intéresse à la déconstruction de symboles culturels pour créer des oeuvres à la croisée de l’expérience sensorielle, de la fiction et du commentaire. Ses oeuvres sont produites et présentées par des institutions en art médiatique de renommées internationales. manuelchantre.com

bio (PT) | Manuel Chantre é um artista canadiano da área dos novos media e compositor que cria performances audiovisuais, instalações imersivas e esculturas interactivas que integram música, projecções vídeo, animações 3D e luz. Os seus interesses intersectam a desconstrução dos símbolos culturais para a criação de obras com cruzamentos de experiências sensoriais, ficção e comentário. As suas obras têm sido criadas para apresentação em eventos e instituições artísticas ligadas aos novos meios/artes mediadas de renome internacional. página pessoal | manuelchantre.com 

Tradução  francês/português de Isabel Maria Dos a partir dos textos gentilmente cedidos pelo autor  Manuel Chantre.


ROBERTO FACCENDA

Apresenta [UNO SCATTO. UNA VITA]

“La voglia nasce da ragazzino, grazie alla mia professoressa di disegno; La prima professoressa che ha segnato la mia vita. La seconda parla portoghese. Una storia di tecnica e meccaniche, di filtri e pellicole, di prove e attese. Tante attese, tantissime attese. Il denaro per l’equipaggiamento, quello per le pellicole e quello per lo sviluppo. Un gelato in meno, una birra in meno, 36 fotografie in più. La scoperta delle Kodachrome 64, dei colori pieni, saturi e la spedizione in Olanda per lo sviluppo; e l’attesa… l’attesa per vedere finalmente l’immaginazione prendere forma. Poi il viaggio a Zanzibar, la mia Canon che mi tradisce e l’otturatore che si rompe. Le diapositive che tornano dall’Olanda tutte o quasi nere. Spente. Prive di vita. La voglia di smettere, di ricominciare a viaggiare in un altro modo. Libero, guardando con mi miei occhi e non più attraverso un obiettivo. Poi arriva la fotografia digitale e arrivano le DSRL e la tecnologia mi affascina e la voglia ritorna. Asia, Americhe, Africa, Europa, Italia naturalmente… il mondo si apre di nuovo ai miei occhi attraverso il mirino della mia Reflex. E si ricomincia. E cambia la prospettiva, cambiano i contenuti, cambia il POV. Se prima rifuggivo le persone per lasciare campo libero ai miei soggetti, adesso le cerco, le posiziono, le rendo protagoniste. Una foto che contiene persone è più bella, più viva, più reale. E realtà e catturarne l’espressione vera nel contesto vero. Niente pose, niente attese, niente 3, 2, 1. Solo click.”

“O desejo nasceu em criança, graças a uma minha professora de Desenho – a primeira docente que exerceu influência na minha vida – a segunda fala português. Uma época mais antiga – de histórias de técnicas e mecanismos, de filtros e películas, de provas e experiências e de esperas e muitas expectativas. Gastava o meu dinheiro em equipamento fotográfico, um para as películas em rolos fotográficos outro para o desenvolvimento/ revelação. Um gelado ou uma cerveja a menos e mais 36 fotos. A descoberta da KODAK KODACHROME 64, as cores sólidas, plenas e saturadas e uma expedição à Holanda e esperando… esperando para que finalmente a imaginação tomasse forma. Em seguida uma viagem a Zanzibar, ao largo da costa da Tanzânia, acompanhado com a minha CANON com o obturador avariado. Os diapositivos que chegaram da Holanda queimados. Negros. Desprovidos de vida. O desejo de parar e de recomeçar a viajar de uma forma diferente. Livre, observando com os meus próprios olhos e não através de uma lente. Mais tarde chegou a fotografia digital DSRL, a tecnologia que me fascina e a vontade que voltou. Ásia, Américas, África, Europa – Itália, naturalmente… O mundo abre-se de novo para os meus olhos através do visor da minha“REFLEX”. E recomeça-se. Isto muda a perspectiva, mudando o conteúdo, mudando o “POV”, a persistência da visão. Isolando-me das pessoas para entrar em campo aberto e premir sobre os meus alvos fotográficos. Agora perto. A posição que eu dou aos protagonistas. Uma foto que contenha o que há de mais bonito nas pessoas, mais vivo, mais real. E a realidade, a de captar a verdadeira expressão num contexto de verdade. Sem poses, sem esperas, nada. 3, 2, 1. Apenas clique.

bio | Roberto Faccenda nasceu em março de 1962 no norte de Itália, perto da cidade de Alba em um lugar, segundo o autor, “com aroma a Tartuffi e Nutella” em Canal, CN – Piemonte, província de Cuneou, região das famosas trufas, da produção de vinho nobre e de algum chocolate. Para além de informático na área da gestão logística, trabalho que considera ser “frio”, Faccenda dedica-se desde a sua juventude à fotografia. O seu trabalho fotográfico tem-se focado especificamente na exploração das temáticas relacionadas com as pessoas e as suas formas de vida, nas paisagens do mundo e multiculturas. Este trabalho é resultante das várias viagens que tem realizado a diversos países dos vários continentes no Mundo. robertofaccenda.it

Tradução italiano/português de Isabel Maria Dos a partir do texto gentilmente cedido pelo autor  Roberto Faccenda.


RODRIGO REIS 

Apresenta [LUGARES PESSOAIS]

Trata-se de um vídeo formado por dez imagens realizados pelo fotógrafo durante as suas viagens. As fotografias mostram um pouco de cada um desses lugares, conduzindo o olhar por linhas que destacam a presença humana de um ponto de vista singular. Neste trabalho o autor Rodrigo Reis escolhe a fotografia a preto e branco e promove o encontro de espaços e pessoas para compor imagens que não chegam a se definir por completo, mas, antes, ampliam possibilidades.

bio | O fotógrafo Rodrigo Reis nasceu em Bauru, em São Paulo, no Brasil, em 1977. Morou em Coimbra e fez especialização em fotografia em Lisboa. Depois de se dedicar à fotografia de Teatro e registrar Projetos Sociais desenvolvidos em diversos estados brasileiros, tem hoje como foco a experimentação na captação de imagens a partir de seu telemóvel. Mais informações em instagram.com/rodrigoreis777 ou rrfotografia.carbonmade.com


SILVESTRE PESTANA

Apresenta [UNI VER SÓ]

“O machinima “UNI VER SÓ”, 2015, 1′:46” que apresento em TRANS[acto] #02, insere-se pela minha parte na busca de uma linguagem fono-escrita apropriada aos ambientes virtuais online. Pretendo com este poema que este seja subjectivado como elemento extensivo e corporal do avatar falante. No presente machinima retorno ao núcleo do anterior ciclo do poema “UNI VER SO”, 1984. Neste acontecer recorro aos clones do avatar Vito Flores que se apropriam da versão transitiva de uma das acções anunciadas e existenciais.”

texto gentilmente cedido pelo autor Silvestre Pestana

bio | Silvestre Pestana é natural do Funchal, nasceu em 1949. É licenciado em Artes Gráficas e Design pela ESBAP, mestre em Ensino de Arte e Design pela De Montford University. Foi professor da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra. Estudou Televisão e Música Electrónica na Universidade de Estocolmo. A sua obra impõe-se pela radicalidade das intervenções que, desde o primeiro momento, se apoiam num intencional hibridismo resultante do jogo e permutação entre signos linguísticos e signos não linguísticos. A contaminação que, nos anos 1960 e 70, deriva da utilização de material gráfico diverso, passará a encontrar, nos anos 80, um apoio na utilização do vídeo e dos meios informáticos. A este nível, pode dizer-se que a sua poesia para computador abriu novos rumos à poesia experimental. Misturando frequentemente, e de um modo intencional, questões relacionadas com a materialidade e a mediação, na sua obra os procedimentos baseados em sistemas digitais aparecem misturados com a representação de carácter analógica. Os seus trabalhos recentes, no âmbito da performance, em espaços reais ou virtuais como o Second Life, são fundamentais para aferir o modo como as práticas experimentalistas inteferem com as práticas sociais em que se articulam. Algumas das suas exposições individuais incluem: Acrilic Kunst, Galeria K, Estocolmo (1972); Poema / Ovo, Galeria C.A.P.C. (1977); As Ilhas Desertas, Galeria Árvore (1979); Radiologias, Galeria C.A.P.C. (1980); Bio-Virtual, Galeria Árvore (1984); Bio-Virtual, Galeria Leo (1984). É autor dos vídeos: Ave(1976); Mater (1978); Vi deo poemas (1979); Óvulo (1979); A Computer Story (1979); Necro-Eco (1979); Crosnosgrafias (1979); Pirâmide (1979); Homeostasis(1980); Geo-Psico-Verso (1980); Bio-Virtual (1983). Autor, nos anos 80, de poemas programados para ZX81, ZX82 e, posteriormente, em versão cromática para Spectrum, intitulados Computer poetry. Realizou pautas poético-gráficas musicais para Anar Band (Rui Reininho e Jorge Lima Barreto, 1977) e publicou o livro/catálogo de exposição Águas Vivas (Galerias Alvarez, 2002). Organizou com Fernando Aguiar Poemografias (Livro e Exposição itinerante de Poesia Visual, em 1985), co-organizou What is Watt? (desde 2001), e participa com frequência na Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira. A sua obra foi objecto de uma exposição no ciclo Nas Escritas PO.EX (Povo Novo Virtual, 2013). 

fonte do texto http://po-ex.net/taxonomia/transtextualidades/metatextualidades-alografas/silvestre-pestana-biografia

mais informações em pestanasilvestre.wordpress.com e outdoorcerveira.com


TALES FREY 

Apresenta [IDE]

Ide! é o modo imperativo afirmativo na segunda pessoa do plural e faz alusão ao id, que, segundo o modelo triádico do aparelho psíquico, é formado pelas pulsões, pelos instintos, pelos desejos inconscientes não freados pelo super ego. A videoperformance Ide! estabelece um caminho de fora para dentro, do exterior rumo à subjetividade, evidenciando as várias camadas e as artificialidades (ou comportamentos direcionados ao ego) até chegar ao encontro com o um verdadeiro núcleo. A ação estabelece duas relações: o ritual que envolve a morte de um sujeito, bem como a renovação de alguém que se propõe a abandonar o excesso de proteção que, antes, escondia a sua verdadeira essência.

Despido de roupas e outros acessórios atrelados ao pudor, enfeite ou proteção, deito-me sobre um chão de terra e, gradativamente, retiro camada por camada de uma cebola que aciona lágrimas nos meus olhos. Descamo a cebola até que ela seja completamente desfeita e, então, cavo com as mãos um pequeno buraco e, por fim, enterro as camadas que compunham a cebola.

bio | Tales Frey nasceu em Catanduva – São Paulo, no Brasil em 1982. Vive e trabalha entre o Brasil e Portugal. Artista performático, videoartista, crítico  de arte e encenador, atualmente, está em fase de conclusão de um doutorado em  Estudos Teatrais e Performativos pela Universidade de Coimbra em Portugal, onde desenvolveu a tese-projeto (Practice-led Research) “Performance e ritualização: moda e religiosidade  em  registros corporais”. Realizou um Mestrado em Estudos Artísticos – Teoria e Crítica da Arte pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e uma especialização em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição. Sua graduação é em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição onde manteve vínculo para cursar uma graduação em Indumentária na Escola de Belas  Artes  da UFRJ. Apresentou trabalhos artísticos na Argentina, no Brasil, no Canadá, na China, em Cuba, nos Estados Unidos da América, na Inglaterra, na França, na Alemanha, na Malásia, no México, na Polônia, no Peru, em Portugal, na Sérvia, na Suécia e na Tailândia. Entre os principais eventos e espaços, exibiu uma videoperformance no Kuala Lumpur 7th Triennial – Barricade na Malásia, um filme no Short Fim Corner do Festival de Cannes 2011, uma performance durante o Rapid Pulse International Performance Art Festival na Defibrillator Gallery em Chicago e apresentou uma videoperformance no The Kichen em New York em 2012, entre outros. Em 2013, foi um dos selecionados para exibir uma performance, ao vivo, no Performance Platform Lublin na Polônia na Galeria Labirynt. Dentre as várias exposições coletivas e individuais, Tales mostrou “Moda e Religiosidade  em Registos Corporais” na cidade de Guimarães no Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitectura, SESC em Campinas-SP e SESC São José do Rio Preto; mostrou ainda a exposição “Orexia” no  Barracão Maravilha na cidade do Rio de Janeiro e “(Tra)vestir um Fa(c)to” no Espaço Mira na cidade do Porto em Portugal. Apresentou a exposição “Beija-me” na Secretaria de  Cultura  de  Catanduva-SP  e no SESC  Ribeirão Preto. Entre 2013 e 2014, com Paulo Aureliano da Mata, realizou a MOSTRA PERFORMATUS #1 na Central Galeria de Arte em São Paulo, além de promover uma série de residências artísticas para artistas de diversas localidades do Brasil através da Performatus em parceria com o instituto Hilda Hilst, como por exemplo, um workshop com Manuel Vason. Alguns de seus trabalhos integram permanentemente acervos proeminentes tais como o do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), do Instituto Municipal de Arte y Cultura  de  Puebla  no  México  e,  também,  da  Pinacoteca  João  Nasser  em Catanduva-SP. Em 2015, foi convidado para expor na Bienal da Maia e foi selecionado para a 18ª Bienal Internacional de Arte de Cerveira e para a Bienal de   Gaia. “Artista revelação” no 18º Salão Contemporâneo pertencente ao  Salão  de  Artes  Plásticas  de Catanduva com a obra À-Terra-Dor (2014), Tales é membro fundador da revista  eletrônica Performatus e da Cia.Excessos e é autor do livro “Discursos críticos através da poética  visual  de Márcia X.” e organizador, com Paulo Aureliano da Mata, da catalogação “Evocações  da  Arte Performática (2010-2013)”.

textos gentilmente cedidos  pelo autor


UELITON SANTANA

Apresenta [TERRITÓRIO]

“Insinuações de peles para discutir a identidade e fronteira através de imagens amazónicas, disseminadas e incrustadas, representado ou apresentando um lugar em outros lugares.”

bio | Ueliton Santana dos Santos nasceu em 25 de outubro de 1981, em Sena Madureira-Ac no Brasil. Com um ano passou a morar em Rio Branco, aos cinco anos teve o seu primeiro contacto com o desenho, aos 16, entrou para o curso de desenho artístico no centro Interescolar, aos 17, participou do curso de iniciação as artes no SESC. O seu interesse pela arte leva-o a um exercício contínuo e persistente. Os exercícios artísticos e busca por uma melhor qualidade de seu trabalho incluindo a sua linguagem começaram sobretudo entre os seus 18, 19 e 20 anos de idade que foram caracterizados como período de muita prática.  Neste período Ueliton participa em diversas exposições, em vários cursos como instrutor e faz intensa pesquisa sobre História e Filosofia da Arte, participando inclusive em cursos. Em 2002, assume a presidência da Associação dos Artistas Plásticos do Acre (AAPA) onde, junto com os demais membros da diretoria, elabora vários projetos de abrangência social e de reestruturação da associação dos artistas. Em 2004 iniciou estudos na Faculdade de Belas Artes em Cuzco no Peru, sendo que no mesmo ano deixou a Faculdade e voltou para o Brasil continuando a realizar diversas exposições. Em 2006 iniciou estudos na Faculdade de Artes Visuais e expôs em algumas capitais brasileiras, participou na realização de uma obra do artista colombiano Alberto Baraya para a 27º Bienal Internacional de São Paulo, o mesmo ano Ueliton recebeu premiação do VI Concurso Cultural de Pintura em Tela promovido pela On Line editora, S. Paulo Brasi. Expôs no Salão Negro do Congresso Nacional/Brasília. Tem várias obras publicadas na Revista Galeria em Tela, uma revista de circulação nacional e internacional. Em 2008 a Assembléia Legislativa do Estado do Acre adquiriu uma coleção de 14 pinturas do autor, e uma coleção de 24 trabalhos nas áreas da Pintura e do Desenho foram adquiridas por um coleccionador europeu. Foi artista convidado para expor na NYHAVN 18 Galeria de Arte na Dinamarca. Em junho de 2009, graduou-se em Artes Visuais. ainda em 2009 recebeu dois prêmios; pintura e aquarela no concurso as cores da cidade e realizou dois projetos de oficinas pela lei de incentivo a cultura. Em Setembro de 2010 terminou o Curso de Pós-Graduação em Metodologia do Ensino da Arte pela Faculdade Internacional de Curitiba no Brasil. Em 2011 foi seleccionado para participar na exposição Rumos Itaú cultural. Em 2012 foi seleccionado para fazer o mestrado na UFRRJ, participou ainda na exposição Espelho Refletido a convite do curador Marcus Lontra e Amazônia a Arte com Paulo Herkenhof. Foi convidado a compor a galeria construtores do Brasil com a obra Retrato de Plácido de Castro. Actualmente desenvolve diversas atividades em projetos artísticos e oficinas de desenho e pintura em diversos locais. O artista é docente na área de artes do Instituto Federal do Acre.  Atualmente frequenta o Curso de Doutoramento em Arte Contemporânea do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Mais informações em uelitonsantana.blogspot.com