TRANS[acto] IDIOSSINCRASIAS E PLURALIDADE CULTURAL

Com vista à difusão artística e a intercâmbios culturais a partir de intervenções artísticas locais de reflexo a nível internacional com interações participadas entre populações residentes locais e artistas, para um diálogo pluricultural a partir de lógicas de pensamento idiossincrático que podem dar origem a novas linguagens e, consequentemente, a novas estéticas – TRANS[acto] – projecto de autoria portuguesa – no seguimento da edição #01, apresentará uma segunda edição que é também resultante do envolvimento efectivo de novos artistas e de novas parcerias que mostram interesse na participação e colaboração com a autora do projecto – projecto que se pretende global e que primeiramente fora marcado por uma mostra artística intercultural com recurso à imagética e luz, na Alta da Cidade de Coimbra integrando o programa “Sons da Cidade” aquando as comemorações, dos 725 anos da Universidade de Coimbra “Por Coimbra – Património da Humanidade” e do Ano Internacional da Luz, em julho de 2015 – que contou com um colectivo de treze artistas. (ler mais em: TRANS[acto] #01/2015 AUTORES, PEÇAS IMAGIOLÓGICAS APRESENTADAS & LUGARES)

Nesta segunda edição trata-se, no fundo, de mais uma mostra intercultural participada com um conjunto de intervenções de mais um colectivo artístico (alternado na sua grande parte renovado de artistas, relativamente à edição #01) para consequente diversidade das linguagens a apresentar também virtualmente no site global – a página web definitiva do projecto (em construção).

Esta iniciativa é também resultante de mais uma convocatória a artistas convidados que trabalham com ferramentas da contemporaneidade – com diferenciadas linguagens e interfaces nas áreas da fotografia e da arte vídeo.

Mais uma vez e em celebração do Ano Internacional da Luz e segundo uma perspectiva de cultura poética digital, em cada uma das intervenções estéticas em espaço público com recurso à imagética e luz apresentar-se-ão trabalhos dos artistas participantes em formato de filme, sem som, com duração entre três a 5 minutos

À semelhança da edição #01 ocorrida na Alta da cidade de Coimbra, o conjunto das obras fílmicas serão videoprojectadas em simultâneo em “loop” (repetição contínua), durante três horas a partir das janelas das habitações de residentes locais, sobre estruturas arquitectónicas/paredes de casas seleccionadas e distribuídas por várias ruas, mas desta vez na cidade de Boa Vista. A edição #02-2015 de TRANS[acto] TRANSDISCIPLINARY & ANTI-ARTISTIC GLOBAL PROJECT decorre no Brasil – na cidade de Boa Vista RR (cidade do Estado de Roraima) entre os dias 3 e 5 de setembro do ano corrente, no horário nocturno, das 20h00 às 23h00 (fuso horário da cidade de Boa Vista – Brasil) e conta com um conjunto de criadores visuais de várias nacionalidades.

O formato desta mostra de estética urbana, em exploração experimental, incorpora mais uma vez um conjunto de actos de intervenção em espaço público. Não só integra pontos de intercepção com o conceito de Open Anti-Art  (como se observará na página web futura, em desenvolvimento, e definitiva do projecto) como reivindica uma “função” social para a arte anti-mercado – destinado ao público em geral para acesso livre à Cultura (dentro ou fora dos grandes centros urbanos) – disponível não apenas para “elites” mas sim para comunhão de todos e com todos, gratuitamente, integrando um programa estético radical e alternativo que é possível por ser também complementado e engrandecido com o envolvimento e participação efectiva da comunidade residente, do habitante local que é também ele gerador da obra final.

Para a mostra de cada obra de imagem/luz que cada criador propõe mostrar, sobre as fachadas das casas de ruas seleccionadas são previamente instalados por um colectivo técnico e artístico os equipamentos electrónicos necessários – servindo de suporte das projecções vídeo para cada uma das propostas poéticas de cada autor – as paredes exteriores – parte de fachada(s) da(s casa(s) vizinha(s) da frente.

É intenção efectiva nesta iniciativa deste projecto que as mostras ou o conjunto de outras intervenções e iniciativas artísticas integrem o desenvolvimento prévio de [actos] de sensibilização e envolvimento social – dos artistas coordenadores locais com a comunidade local – neste caso particular desta mostra – com os respectivos proprietários (que são quem “emprestam” as paredes das suas casas – suporte para as vídeo projecções) e ao nível dos residentes locais efectivos – que embora previamente “ensaiados”, detêm o papel diário de – à mesma hora – ligar/activar e desligar/desactivar – os diversos equipamentos que incluem as peças artísticas em formato digital e detêm também uma responsável participação que é a de manter estes equipamentos nas suas posições durante o tempo total da exposição colectiva em segurança nas suas próprias casas, onde residem – [actos] que, durante o período desta mostra são comuns a todos os residentes intervenientes neste processo.

Sugere-se o caminhar, o passeio pedonal – que pode ser orientado ou mediado com recurso, por enquanto a partir de https://transacto.wordpress.com/ para o uso de novas tecnologias de informação/ localização nos telemóveis ou tablets para ligação ao Google-Maps ou GPS (Global Positioning System) ou acesso a aplicações QR Code – para a obtenção “in loco” de todas as informações respeitantes aos artistas e às obras  apresentadas. Para uma escolha e visita livre de percurso(s) e (re)descoberta(s) do(s) lugar(es) urbanos de intervenção estética e cultura alternativa. Assim, pela singularidade do conceito deste projecto, das obras, dos artistas, dos residentes locais participantes e pela especificidade dos [trans]lugares – lugares trans(formados) convoca-se igualmente o público-espectador a visitar os lugares que, se até ao momento eram ignorados ou invisíveis, poderão, talvez, ser foco de discussão sobre o que cada artista quer ou não trazer à fala.

Mais para a frente serão divulgados os TRANS(lugares) com a obra visual de cada um dos artistas participantes a visitar.

Nesta edição – TRANS[acto] TRANSDISCIPLINARY & ANTI-ARTISTIC GLOBAL PROJECT – conta para já com os seguintes  apoios institucionais brasileiros:

– Universidade Federal de Roraima – Curso de Artes Visuais;

– Biosphere Records; 

– Platô Filmes; 

– ABDeC Secção Roraima;