TRANS[acto]#01/2015 RESUMO: IMAGÉTICA, LUZ & CULTURA DIGITAL COIMBRA PORTUGAL

TRANS[acto] TRANSDISCIPLINARY ANTI-ARTISTIC GLOBAL PROJECT #01, 2015
ALTA DE COIMBRA | PORTUGAL

A edição #01, em Portugal, em 2015, TRANS[acto] decorre na Alta da Cidade de Coimbra, evento que é resultante de uma “chamada” da autora deste projecto – Isabel Maria Dos – a artistas visuais (entre conhecidos e amigos) que usam os novos media, incluindo a LUZ, na imagiologia como ferramentas na contemporaneidade – com diferenciadas linguagens e interfaces nas áreas da fotografia, da arte vídeo entre outras. São criadores participantes nesta edição – um artista de nacionalidade brasileira, um de nacionalidade espanhola e onze de nacionalidade portuguesa. Entre intervenção estética em espaço público e cultura poética digital o conjunto das obras visuais individuais (uma por cada autor, com duração entre três a sete minutos) são vídeo projectadas em simultâneo, individualmente, em “loop” (repetição contínua), durante três horas e meia a partir das janelas das habitações de residentes locais, sobre estruturas arquitectónicas/paredes de casas seleccionadas e distribuídas por várias ruas (menos percorridas ou menos conhecidas) e essencialmente fora das artérias principais na alta de Coimbra.

Integrado nas comemorações dos 725 anos da Universidade de Coimbra e do Ano Internacional da Luz este inovador formato de exposição incorpora um conjunto de actos de intervenção em espaço público. Não só integra pontos de intercepção com o conceito de Open Anti-Art como reivindica uma “função” social para a arte anti-mercado – destinado ao público com acesso livre à Cultura – disponível não apenas para “elites” mas sim para comunhão de todos e com todos, gratuitamente, integrando um programa estético radical e alternativo que é apenas possível por ser também complementado e engrandecido com o envolvimento e participação efectiva da comunidade residente, do habitante local que é também ele gerador da obra final.

Para a mostra de cada obra de imagem/luz que cada criador visual propõe, em casas de ruas seleccionadas são previamente instalados por um colectivo formado de entre os artistas participantes os equipamentos electrónicos necessários – servindo de suporte das projecções vídeo para cada uma das propostas poéticas de cada autor – as paredes exteriores – parte de fachada(s) da(s casa(s) vizinha(s) da frente.

Por parte da autora deste projecto/evento, este formato de mostra requer o desenvolvimento prévio de [actos] de sensibilização e envolvimento social – com a comunidade local – ao nível dos respectivos proprietários (que são quem cede as paredes das suas casas – suporte para as “vídeo” projecções – sem som) e ao nível dos residentes locais efectivos – que embora previamente “ensaiados”, detêm o papel diário de – à mesma hora – ligar/activar e desligar/desactivar – os diversos equipamentos que incluem as peças artísticas em formato digital e detêm também a participação responsável de manter estes equipamentos nas suas posições durante o tempo total da exposição colectiva em segurança nas suas próprias casas, onde residem – [actos] que, durante o período desta mostra são comuns a todos os residentes intervenientes neste processo.

Assim, pela singularidade do conceito deste projecto, das obras, dos artistas, dos residentes locais participantes e pela especificidade dos [trans]lugares de acesso exclusivamente pedonal – convoca-se igualmente o público visitante-espectador.

Sugere-se o caminhar a pé com calçado confortável – sugere-se o passeio pedonal – que pode ser orientado ou mediado através de coordenadas geográficas, com recurso às novas tecnologias de localização nos telemóveis ou tablets e ligação ao Google-Maps ou GPS (Global Positioning System), a partir de https://transacto.wordpress.com/ – para uma escolha e visita livre de percurso(s) e (re)descoberta(s) do(s) lugar(es) urbanos de intervenção estética e cultura alternativa.