TRANS[acto] #01/2015 AUTORES, PEÇAS IMAGIOLÓGICAS APRESENTADAS & LUGARES

página em desenvolvimento – complementação com imagens


ANDREA INOCÊNCIO
[TRANS]LUGAR [D] TRAVESSA COURAÇA DE LISBOA 1/21
GPS/ LAT: 40.206837 | LONG: -8.428048

em apresentação [“Wind takes it all, even tears that fall # slow version”]

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fotografia: cortesia de Isabel Maria Dos | imagem publicadas em 24.06.2015

fotografia: cortesia de Nelson Gomes | imagem publicadas em 26.06.2015

©ANDREA INOCÊNCIO,  Wind takes it all, even tears that fall # slow version, (vídeo), Coimbra, Portugal, Junho, 2015

bio | Andrea Inocêncio nasceu em​ Coimbra, Portugal em 1977​.  Assistente Convidada de Artes Visuais na ESEC – Instituto Politécnico de Coimbra (2010 – 2012). Vencedora do Concurso de projetos artísticos “Serralves em Festa” (Porto, 2010); bolsa do programa INOV-ART da DGArtes (Barcelona, 2009); bolsa do programa de Apoio à Internacionalização do Instituto Camões (Argentina, 2009) e bolsa do programa Eurodissée (Paris, 2008). Pós-graduação em Culturas e Discursos Emergentes: da crítica às manifestações artísticas pela UNL & Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2008); pós-graduação em BD e Ilustração pelo IADE (Lisboa, 2002); master em Cenografia e Arquitectura do Espectáculo pela Escuela Superior de Artes del Espectáculo TAI (Madrid, 2001) e licenciatura em Pintura pela EUAC (Coimbra, 2000). Expõe e apresenta performances individuais e colectivas desde 1996. A sua práctica artística passa pela fotografia, performance, instalação, desenho, cenografia e figurinos para teatro, etc. O contexto da sua obra tem um compromisso social e político através de um diálogo crítico e irónico. Gira em torno de conceitos como as fronteiras culturais, identidade, género, estereótipos e as dificuldades que os preconceitos sociais trazem às relações humanas. Questiona também, a figura da mulher artista, heroína, migrante e em trânsito, a violência social e a permanente luta por sobreviver num meio hostil. O seu trabalho tem por base a observação e a participação activa num processo contínuo de investigação e de criação quer colectiva como individual. Desenvolve projectos em colaboração com artistas portugueses e internacionais provenientes de várias áreas, procurando enriquecer a sua prática artística e explorar a transdisciplinaridade através destes encontros. É fundadora do colectivo de performance Malparidas juntamente com Valeria Cotaimich (Argentina) e Melina Peña (México). página pessoal | http://www.andreainocencio.com​


 
ANTÓNIO BARROS
TRANS[LUGAR] [A] LARGO AUGUSTO HILÁRIO 4
GPS/ LAT: 40.2066911 | LONG: -8.425974399999973

apresentou [“DePur(o)Ar”, 2014, Paris

O movimento das pálpebras dá, no mago vértice da condição de si, o ritmo obturador galvanizado pelo olhar. Este resolve-se entre a luz e a luminescência (Bachelard). A cortina do lugar claro é o gerador da palavra dita. A imagem convoca a evocação do ser vago. Na bainha do vento há um desenho d’ alma. Convulso. Uma visitação do espírito. Um polter geist redentor. AB, 2015.

“DePur(o)Ar”, imagética com versão sonora no idioma italiano, voz de Rita Cimino, será apresentado a par de “River”, 2012, de Augusta Villalobos e António Barros, em Bolognano, Pescara, em Itália, no espaço de Joseph Beuys, Piantagione Paradise, no Fifth Free International Forum, 2015, presidido por Arturo Schwarz, curadoria de Lucrezia de Domizio Durini, direcção de Emanuel Dimas de Melo Pimenta, e participação de Franco Zeffirelli, Phill Niblock, Mario Costa e Marco Bagnoli.

“DePur(o)Ar”, versão ‘light’, em apresentação física em Coimbra e Barcelona na operação artística internacional: TRANS[acto] #01, 2015 [International Year of Light and Light-band Technologies], inscreve o Arquivo Digital POEX, Universidade Fernando Pessoa, em po-ex.net/

“DePur(o)Ar” convoca ainda “Apokatastasis”, 1985 (António Barros, Artitude:01; José Louro, José Troya [Living Theatre], Rui Mendes, Silvestre Pestana), operação fundadora, em Coimbra, da urban life art [outdoor light performance] realizada, como suporte, no alçado principal do CAPC – Ars moriendi ao criador do Living Theatre, Julian Beck (1925-1985) aquando a sua morte durante as filmagens em “Poltergeist”, 1985, New York [polter – irreverente, geist – espírito; na parapsicologia: Recurrent Spontaneous Psychokinesis] para Steven Spielberg. “DePur(o)Ar”, no manifesto residente em TRANS[acto] #01_Coimbra, resulta também gesto evocativo da vida e obra de Julian Beck que, com Judith Malina e o Living Theatre, em 1977, na, e com a comunidade artística do CAPC, criou uma performativa escultura social, vivenciação na senda ginsberguiana, realizada aquando a apresentação no Paço das Escolas da Universidade de Coimbra da peça “Sete Meditações sobre o Sadomasoquismo Político” (numa extensão da iniciativa “Alternativa Zero” de Ernesto de Sousa).

texto gentilmente cedido pelo seu autor António Barros

fotografias: cortesia de José Crúzio | imagens publicadas em 25.06.2015

Informação: Como foi anunciado, por não estarem garantidas as condições previstas de segurança (de equipamentos e da obra digital) para a continuação da exibição desta peça naquele lugar (A) e, estudado posteriormente novo lugar para a mostra desta mesma peça (que seria o TRANS[lugar O]), concluiu-se que devido ao início das obras naquele lugar (fachada do edifício da AMI) no Largo Arco de Almedina – não será possível exibir mais a peça “DePur(o)Ar” em TRANS[acto]#01, 2015.

Porém, com a devida autorização, já obtida de António Barros, a mesma peça (em formato de vídeo e na versão sonora) será publicada futuramente nesta página web (transitória) de TRANS[acto] – TRANSDISCIPLINARY ANTI-ARTISTIC PROJECT 

As três fotografias aqui apresentadas – cortesia de Jose Crúzio – mostram o ambiente gerado com algumas imagens/frames do trabalho apresentado no passado dia 20 de junho por António Barros – em TRANS[acto] #01, 2015 e em uma das ruas e casas da Alta da cidade de Coimbra.

bio | Actividades recentes de António Barros: Investigação em Imagística da Palavra, Facultat de Belles Arts, Universitat de Barcelona. Consultor do Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa, Universidade Fernando Pessoa, e Diretoria de Imagem na Universidade de Coimbra. Exposições no CAAA, Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães; MUSAC, Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León. Colaborador das revistas ESC:ALA e TriploV, Lisboa; Cibertextualidades, Porto, e Mediapolis e Rua Larga, Coimbra. Obra nas colecções da Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea; Museo Vostell Malpartida, Espanha; Walden Zero – Transdisciplinary Art and Education Project, Locarno, Suiça; Archivio Guglielmo Achille Cavellini, Brescia, Itália; Fundação Bienal de Cerveira; Museu de Arte Contemporânea Fortaleza de São Tiago, Funchal; Círculo de Artes Plásticas de Coimbra; Universidade de Coimbra; Universidade do México; Centro de Documentação 25 de Abril; Câmara Municipal de Coimbra; Colecção Augusta Villalobos; Colecção Ernesto Melo e Castro, São Paulo, Brasil. Livros: “John CAGE, Música Fluxus e outros gestos da música aleatória em Jorge Lima Barreto”, Contaminações #1, e “Joseph BEUYS, Artitude:01 e progestualidades conexas na performance internacional”, apresentação de Lucrezia de Domizio Durini, Contaminações #2. 

páginas pessoais | barrosantonio.wordpress.com/ po-ex.net/ whatiswatt.org/


ANTÓNIO GOMES [42NA] 
TRANS[LUGAR M] RUA DE SÃO SALVADOR, 7/2
GPS/ LAT: 40.209597 LONG: -8.426596

em apresentação [As palavras que tu vês, não são minhas, perdi-as uma vez quando abri o meu coração. Mudo, ouço a tua voz no vento. E embalado, agora durmo.]

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Imagens resultantes de videoprojecção  sobre o alçado lateral de uma casa na Rua de São Salvador com frames da peça fílmica [As palavras que tu vês, não são minhas, perdi-as uma vez quando abri o meu coração. Mudo, ouço a tua voz no vento. E embalado, agora durmo.] de António Gomes [42NA].

imagens publicadas em 27.06.2015

bio | ANTÓNIO GOMES [42NA] é um criativo em várias áreas de actuação, da música à ilustração, do design ao multimédia, passando pelo cinema e teatro, instalação e artes plásticas, sempre com o propósito de transmitir uma mensagem, experimentar novos caminhos, sentir e espalhar emoções, acreditando no erro e evoluindo com ele. página pessoal    


 
FREDERICO DINIS
TRANS[LUGAR] [G]  RUA FERNANDES THOMAS 61/55
GPS/ LAT: 40.208032 | LONG: -8.428653

em apresentação [_UTOPIA_]

A utopia de um momento em que o tempo passa, sem nunca querer voltar para trás, numa viagem finita apenas pela realidade.
Criação e contemplação hipnótica de um espaço-tempo que nos transporta para lugares desconhecidos onde o tempo se saboreia, envolvido em sensações.
Os efeitos visuais baseiam-se na exploração e experimentação de novas estéticas visuais, que maximizam a simplicidade e abstração conceptual e evoluem como metáforas.
 
 
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imagem resultante da videoprojecção sobre o alçado lateral esquerdo de uma casa na Rua Fernandes Thomas, Coimbra com frame da peça fílmica [_UTOPIA_] de Frederico Dinis
fotografia: cortesia de Isabel Maria Dos
 
 
A fotografia apresentada, cortesia de José Crúzio – foi tirada do interior da casa  – à janela da sala do casal de habitantes participantes locais da Alta da cidade de Coimbra – para o exterior – aquando a montagem do equipamento e da peça fílmica [_UTOPIA_] de Frederico Dinis – Ao fundo no exterior sobre a parede – imagem/frame deste trabalho.
imagens publicadas em 26.06.2015
 
bio | Investigador e artista, nascido em 1974, que utiliza meios sonoros e visuais.
Desenvolve o seu trabalho recorrendo a diferentes formatos, tais como: instalação, performance, teatro, fotografia, rádio, vídeo, gravações sonoras e obras musicais.
Atualmente encontra-se a desenvolver a sua linguagem com o objetivo de promover processos audiovisuais inovadores e explorar as relações e diálogos entre som e imagem no Doutoramento em Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra,  especialidade de Estudos Teatrais e Performativos, desenvolvendo a tese “Sensações Sinuosas e Emoções Hipnóticas: Performance sonora e visual na contemporaneidade”, com a orientação de Fernando Matos Oliveira (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) e de Pedro Tudela (Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto).
Os seus projectos de criação relacionam-se com lugares específicos (como espaços industriais, edifícios e espaços históricos, museus ou arquitecturas menores), explorando ao longo do processo de investigação e de produção, a intersecção da arte, da arquitectura, da tecnologia e das humanidades, procurando refletir sobre a importância dos contextos locais (site-specific) e do sentido de lugar (sense of place), tendo como ponto de partida a interação com os espaços e a apropriação de memórias e de discursos.
É conhecido pela concepção de paisagens sonoras e visuais que procuram gerar interpretações diversas e transportar o público para lugares desconhecidos e o seu trabalho tem sido abraçado por museus, salas de concerto, festivais e espaços públicos, nomeadamente: Galeria Santa Clara, Mercearia de Arte, Aqui Base Tango, Salão Brazil, Casa das Caldeiras, Casino da Figueira, Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Museu Nacional de Machado de Castro, Casa Municipal da Cultura de Cantanhede, Jardim Botânico de Coimbra, Colégio das Artes, Teatro Académico de Gil Vicente, Queen Anne Court (London, UK), e por eventos como o Salva-a-Terra – Ecofestival de Musica, Freedom Festival, DRHA 2014 – Digital Research in the Humanities and Arts (London, UK).
 

 
CARLOS GOMES
TRANS[LUGAR] [C] RUA DE S. CRISTOVÃO – ALÇADO LATERAL ESQUERDO DO ANTIGO TEATRO SOUSA BASTOS/6
GPS/ LAT: 40.208009 | LONG: -8.427894

em apresentação [Ha Bi To]

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imagens de exterior da videoprojecção com frames de [Ha Bi To] de Carlos Gomes

fotografias: cortesia de Nelson Gomes

imagens publicadas em 25.06.2015

bio | Carlos Gomes é licenciado em artes plásticas pela Arca/EUAC. Lecionou artes visuais entre 1996 e 2012. A partir de abril de 2013 dedica-se exclusivamente à fotografia, desenvolvendo trabalho de autor e de fotografia de espetáculo e de cena.


 
ISABEL MARIA DOS
TRANS[LUGAR] [I] RUA DA BOA VISTA 6/5
GPS/ LAT: 40.20952 | LONG: -8.427119

em apresentação [PAISAGENS ECOGRÁFICAS – Ecografia Urbana: de útero em útero, de lugar em lugar-trans]

Síntese: Para o TRANS(lugar), [PAISAGENS ECOGRÁFICAS – Ecografia Urbana: de útero em útero, de lugar em lugar-trans] desafia-se o espectador convocando-o ao pensamento lógico sobre a vida e a não-vida. Através deste trabalho propõem-se múltiplas leituras de percepção a partir do “diálogo” essencialmente resultante da plástica e da poética, através da imagética ecográfica e exploração dos índices de cor/luz (RGB) para meio ambiente urbano e noturno com o cruzamento entre as questões – avulsas(?) – colocadas pela autora sobre – a procura – como incessante [acto] em loop humano – e as “respostas” descartavelmente coincidentes no recurso ao discurso de Cesare Pavese em o excerto literário de Il Mestiere di Vivere”:

[…] Desaparecido o fervor de uma monomania, falta uma ideia central para dar significado aos momentos interiores esparsos. Em suma, quanto mais o espírito está absorvido por um humor dominante, mais a paisagem interior se enriquece e varia. É preciso procurar uma só coisa, para encontrar muitas. […]

Os excertos imagéticos apresentados – de imagiologia médica – são resultantes de exames médicos – ecografias obstétricas – realizados(as) há dezasseis anos à própria autora, durante a sua gravidez, em tempo de gestação do seu próprio filho. Este trabalho pessoal de pesquisa em meio hospitalar, para fins de criação estética e artística da autora em 1999, de imagiologia médica e recolha sonora (in utero), com sons dos corações de – mãe e filho – e sons dos movimentos do feto (na sua versão original) teve a colaboração da médica obstetra Dra. Teresa Sousa Fernandes na Maternidade Daniel de Matos em Coimbra. A versão original completa (das imagens médicas ecográficas recolhidas) têm servido de base para estudos/ensaios em composição plástica videográfica 3D da autora – para aplicações em cena – em artes performativas  – incluindo cyberformance.

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imagens com frames resultantes da videoprojecção de [PAISAGENS ECOGRÁFICAS – Ecografia Urbana: de útero em útero, de lugar em lugar-trans]  de Isabel Maria Dos

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© Isabel Maria Dos, [PAISAGENS ECOGRÁFICAS – Ecografia Urbana: de útero em útero, de lugar em lugar-trans], (vídeo-frames)  Coimbra, Portugal, Junho, 2015 

© Isabel Maria Dos, [PAISAGENS ECOGRÁFICAS – Ecografia Urbana: de útero em útero, de lugar em lugar-trans], (vídeo)  Coimbra, Portugal, Junho, 2015

bio | Isabel Maria Pereira Dos Santos (nome de nascimento – 09 de junho de 1967, Coimbra, Portugal) | Isabel Maria Dos (pseudónimo) é compositora intermedia, investigadora e professora – em fase de conclusão da Tese de Doutoramento em Estudos Artísticos – Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – Área Científica de Artes – Ramo de Especialidade de Estudos Teatrais e Performativos – Interesse principal de práticas artísticas/investigação: campo da arte interativa e novos media – aplicação nas artes performativas. Pós-Graduação em “A Integração da Óptica e Luz Laser – Holografia na Expressão Plástica” – Dep. de Física da Universidade de Aveiro. Licenciada em Artes Plásticas – Pintura; Estágios: Lyon – França, na Escola Superior Léonard de Vinci – Section Arts Appliqués et Design – Boulevard de Villefontaine onde participou em “au tournage d’un film pour les BTS audiovisuel – Givors – França. Foi “Jovem Criadora 96” / Bienal “Jovens Criadores” 96 – Clube Português de Artes e Ideias (CPAI). Colaborou no Projeto Nartural: Natureza e Arte – no âmbito do Programa Aveiro Digital desenvolvido pela World Wide Web Consortium (W3C). Destaca-se no panorama nacional a participação nas exposições/apresentações: VIII e IX Bienal de Arte Internacional de Vila Nova de Cerveira; IX Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira; – “Estruturas de Informação” – Exposição Multimédia Transdisciplinar – Departamento de Física e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro – Programa Aveiro Cidade Digital; Ciência e Arte – Novas Dimensões; International Symposium On Solubility Phenomena, Universidade de Aveiro. Autora e coordenadora dos projectos transdisciplinares: – [PAISAGENS NEUROLÓGICAS – ARTE E CIÊNCIA] edições 1 e 2 (2012 e 2014) -http://www.tagv.pt/projeto-educativo/paisagens-neurologicas/; http://issuu.com/isabelmariados e de TRANS[acto] | TRANS[acto] #01|2015, Coimbra Portugal – https://transacto.wordpress.com/ – Publicações em destaque [ENTRE ARTE E CIÊNCIA, UMA LINHA DESFOCADA] – http://www.uc.pt/rualarga/files/rualarga35.pdf, págs. 24/25; isabelmariados.com


 
JOSÉ CRÚZIO
TRANS[LUGAR] [H] RUA FERNANDES THOMÁS 24/26/13
GPS/ LAT: 40.208721 | LONG: -8.428713

em apresentação [“No spaces (and beings) to fail”, 5′, loop]

A falha – seja em que acepção for – e o medo desse mesmo “acto” estarão sempre presentes no íntimo de cada  ser humano. 

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Imagens resultantes de videoprojecção frontal sobre parte de uma casa na Rua Fernandes Thomas com frames da peça fílmica [“No spaces (and beings) to fail”, 5′, loop] de José Crúzio.Fotografias: 1 e 2 – cortesia de Isabel Maria Dos: 3 – cortesia de José crúzio Imagens publicadas em 27.06.2015 

©JOSÉ CRÚZIO, No paces (and beings) to fail, (vídeo), Viseu, Portugal, Junho, 2015

bio | José Crúzio (n. 1975) reside em Viseu. Licenciou-se em Pintura_Variante Artes Plásticas e detém o ano curricular do Mestrado em Criação Artística Contemporânea pela Universidade de Aveiro. Trabalha como docente de Artes Visuais e como artista plástico. Desde 1998 tem frequentado diversos workshops de fotografia, vídeo e vídeoarte; trabalhou como fotógrafo de cena em vários colectivos cénico-performativos e como repórter fotográfico nos Jardins Efémeros de 2012, entre outros eventos. Participou, como artista plástico, nas Bienais Internacionais de Vila Nova de Cerveira, do Douro/Alijó e Porto Santo; na Trienal Mundial de Chamaliéres (FR) e Miniprint de Cadaqués (ES) e em vários eventos tais como os Jardins Efémeros (Viseu). Actualmente, trabalha em obras e equipas de características multidisciplinares | intermédia
 
 

 
JOSÉ MARIA SANCHO
TRANS[LUGAR] [N] RUA DE SÃO SALVADOR 28/7
GPS/ LAT: 40.20941 | LONG: -8.425736

em apresentação [BCN[SIN SOL]]

Hasta 1854 las autoridades españolas no autorizaron el derribo de las murallas de Barcelona. La ciudad tuvo que desarrollarse apretada dentro de su cinturón de piedra, sin posibilidad de expansión, motivo que provocó un urbanismo asfixiante de callejuelas laberínticas y oscuras. El hermoso centro por el que ahora pasean los turistas, no hace mucho que era un lugar insalubre donde la gente vivía hacinada y en unas condiciones higiénicas insostenibles.
 
sancho
 
 
fotografia: cortesia de José Crúzio | imagens publicadas em 24.06.2015
 
 
 
As duas fotografias apresentadas foram tiradas por Isabel Maria Dos – do interior da casa  – à janela da quarto de um dos habitantes participantes locais da Alta da cidade de Coimbra – para o exterior – na noite de 19 de junho – aquando a montagem da peça fílmica [BCN[SIN SOL]] de José Maria Sancho. Ao fundo no exterior – imagens/frames deste trabalho. 
© José Maria Sancho,[BCN[SIN SOL]], 2015
 
 
© José Maria Sancho,[BCN[SIN SOL]], 2015
 
© José Maria Sancho,[BCN[SIN SOL]], 2015
 
Screen Shot 2015-06-26 at 01.14.49Screen Shot 2015-06-26 at 01.15.27Screen Shot 2015-06-26 at 01.16.04
Fotografias de José Maria Sancho,[BCN[SIN SOL]], 2015 | imagens publicadas em 24.06.2015
 
bio | José Mª Sancho Aguilar nace en Sueca (Valencia) en 1970. Estudia Ciencias Empresariales y por motivos laborales se traslada a vivir a Barcelona en 2001, donde decide comenzar a formarse en Historia del Arte y en fotografía, que son sus verdaderas pasiones.

página pessoal | http://sancho70.tumblr.com


 
LAETITIA MORAIS
TRANS[LUGAR] [B] PALÁCIOS CONFUSOS 18/8
GPS/ LAT: 40.207224 | LONG: -8.427856

em apresentação [Mate e Brilho]

Tratamento visual sobre superfícies, que ainda que inertes, revestem movimentos.


As quatro fotografias apresentadas foram tiradas por Isabel Maria Dos – do interior da casa – à janela do quarto de uma das habitantes participantes locais da Alta da cidade de Coimbra – para o exterior – na noite de 19 de junho – aquando a montagem da peça fílmica [Mate e Brilho] de Laetitia Morais. Ao fundo no exterior, na parede da casa vizinha da frente – imagens/frames deste trabalho. 

imagem/frame de [Mate e Brilho] de Laetitia Morais 

fotografia: cortesia  de Nelson Gomesunnamed-1

público visitante a [Mate e Brilho] de Laetitia Morais

fotografia: cortesia  de Nelson Gomes | imagens publicadas em 26.06.2015

fotografia: cortesia  de Isabel Maria Dos | imagem publicada em 27.06.2015

bio | Laetitia Morais formou-se em Artes Plásticas na FBAUP (2006). Apresentou trabalhos em galerias e eventos dos quais se salientam Galeria Faticart, Roma; Rewire, Haia; Peacock Art Centre, Aberdeen; General Public, Berlim; Elbphilharmonie, Hamburgo; Storung, Barcelona; Cynetart, Dresden; EME, Palmela; Mózg, Bydgoszcz; Galeria Fábrica Features, Lisboa; Sol, Porto e EI, Nova Iorque.

O seu trabalho identifica-se pela mistura de formatos, desde o objecto ao vídeo, e por processos de descoberta. Colabora frequentemente com músicos e encenadores.
É docente na ESEC desde 2008.  
 

 
LUÍS LUCAS PEREIRA
TRANS[LUGAR] [J] RUA DE SÃO SALVADOR 1/5/6/REAL REPÚBLICA DO BOTA-ABAIXO 
GPS/ LAT: 40.209572 | LONG: -8.426557

em apresentação [PORTUGALEA

Probabilidades de um lugar [trans]imaginado.

2015-06-26 22.57.292015-06-26 22.59.472015-06-26 23.05.00 2015-06-26 23.05.14

Imagens resultantes de videoprojecção frontal saída da REAL REPÚBLICA DO BOTA-ABAIXO (da qual os repúblicos habitantes locais foram participantes) sobre parte de uma casa na Rua São Salvador com frames da peça [PORTUGALEA], Probabilidades de um lugar [trans]imaginado – um trabalho de literatura generativa de Luís Lucas Pereira.

fotografias:  cortesia de Isabel Maria Dos | imagens publicadas em 27.06.2015 

bio | Luís Lucas Pereira nasceu em Coimbra em 1984. Estudou engenharia informática e é aluno do Programa Poutoral em Ciências e Tecnologias da informação na Universidade de Coimbra. Actualmente é investigador no projecto “nenhum problema tem solução: um arquivo digital do livro do desassossego” do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra. Como autor interessa-se por videojogos, literatura electrónica e computação de matéria sensível, áreas de estudo e a que se tem dedicado ultimamente.


 
NELSON GOMES
TRANS[LUGAR] [E] LARGO ANTHERO ALTE DA VEIGA 20/REAL REPÚBLICA PRÁ-KYS-TÃO 
GPS/ LAT: 40.207548 | LONG: -8.428567

em apresentação [The same old story]

“O Homem vive de rotina. Querendo sempre mudar algo, obcecado com a ânsia da mudança e da inovação, não se apercebe que tudo é uma sucessão de actos falhados, repetições e cenas que, sento diferentes em pequenas situações, são na realidades um conjunto de retornos a uma realidade que já foi sentida, presenciada ou vivida. Os pormenores podem ser diferentes, mas a essência do acto repete-se.”(Nelson Gomes)
 
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Registos fotográficos de Nelson Gomes – realizados com os repúblicos participantes locais no interior da REAL REPÚBLICA PRÁ-KYS-TÃO, à janela da Biblioteca com imagens/frames da peça [The same old story] de Nelson Gomes.
 
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[The same old story] de Nelson Gomes
Fotografia: cortesia de Nelson Gomes | imagens publicadas em 26.06.2015
 
 

bio | Nelson Gomes nasceu em Coimbra em 1973 e iniciou os estudos no ano de 1990/91 na licenciatura de Design Gráfico e Comunicação. É licenciado em Pintura pela Escola Universitária de Artes de Coimbra (ARCA-EUAC) é atualmente docente de Educação Visual no Instituto Duarte de Lemos, na Trofa do Vouga – Águeda. Aí, para além da coordenação do departamento das Artes e de outros projetos ligados ao ensino das artes, dinamiza o núcleo de fotografia daquela escola do ensino básico. Em 2012 participou na exposição coletiva de fotografia “O ritmo dos dias”, Lisboa, hotel NH e em 2013 obteve o 1.º prémio no concurso de fotografia “10 anos Olhares”, promovido pelo site de fotografia “Olhares”. Foi finalista do concurso “1.º photo Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, onde expos coletivamente. Duas fotografias da sua autoria foram expostas no concurso “Estradas de Portugal – um outro olhar”, Museu do Caramulo em 2013. É coautor no Livro “20 Fotografia de Rua”, publicado pelas Edições Vieira da Silva e participa atualmente no projeto “Expoint”, ciclo de exposições colectivas de fotografia, que decorre ao longo do ano em diversas cidades do país. página pessoal | 

 

PAULO AURELIANO DA MATA
TRANS[LUGAR] [F] RUA JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR 20/ALÇADO LATERAL DIREITO DA CASA NAU – REAL REPÚBLICA PRÁ-KYS-TÃO 
GPS/ LAT: 40.207711 | LONG: -8.428485

em apresentação [Romance Violentado (2011)]

“Para M. B. C., que me iludiu e me fez forte o bastante, fazendo que eu ganhasse uma porra de uma cicatriz na minha cintura, para C. C. A. P., que, no auge do seu desespero, conseguiu mandar mais de 60 mensagens do meu celular para o seu amor platônico e, por fim, para P. C. V. V., que descobriu que o seu ex-relacionamento valeu tanto quanto o anel de latão que havia ganhado no início da relação. Essa body art ocorreu no estúdio Para Sempre Tattoos, na cidade do Porto, em Portugal, no ano de 2011. Preparação Instruo um desenhista a criar uma fonte para a tatuagem “Romance Violentado”. Depois, eu levo esse desenho ao tatuador. Body Art Indico um local no meu braço direito ao tatuador para tatuar o título do trabalho e, em seguida, me deito para ser marcado. Nesta body art, eu faço uma alusão às marcas externas, como as tatuagens que pretensamente fazem os “sujeitos enamorados” para demonstrar o amor, e internas, como a dor do abandono gerada nesses indivíduos marcados. Também, essa ação liga-se alegoricamente à novela Na colónia penal, de Franz Kafka, na qual o resultado de escrever no corpo fundamenta uma noção de ensinamento forçado de liberdade, a partir da afirmação de um único sujeito com sua própria história (manchada de sangue). O sociólogo polaco Zygmunt Bauman, em seu livro Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos, aponta que Ralph Waldo Emerson diz: “quando se esquia sobre gelo fino, a salvação está na velocidade” e “tende-se a buscar a desforra na quantidade” de relacionamentos efêmeros. Com essa afirmação, podemos dizer que a sincronia das marcas externas e internas desse meu trabalho me remete aos valores comuns que foram pervertidos nas relações pela chegada das redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, etc.). Ao terminar a tatuagem, eu me ausento do estúdio.” (texto gentilmente cedido pelo seu autor Paulo Aureliano da Mata)
 
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Imagem:  registo fotográfico de Isabel Maria Dos – feito no interior da casa – à janela da dispensa de um dos habitantes participantes locais da Alta da cidade de Coimbra – para o exterior – na noite de 21 de junho. Ao fundo no exterior, na parede da casa vizinha da frente no alçado lateral direito da Casa Nau – REAL REPÚBLICA PRÁ-KYS-TÃO – imagens/frames da peça fílmica [Romance Violentado (2011)] de Paulo Aureliano da Mata.
 
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fotografias: cortesia de Isabel Maria Dos, Coimbra, Portugal, Junho de 2015
 

PAULO AURELIANO DA MATA, Romance Violentado, (filme/versão sonora), Porto, Portugal, Janeiro, 2011

bio | Paulo Aureliano da Mata (Inhumas – GO, Brasil. 1987) é historiador da arte de performance, membro fundador da Cia. Excessos e da eRevista Performatus, organizador e diretor da Mostra Performatus, e performer. Atualmente, é mestrando em Práticas Artísticas Contemporâneas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em Portugal. Licenciou-se em História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Participou das coletivas nacionais e internacionais: XVIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira: “Olhar o passado para construir o futuro” (Vila Nova de Cerveira, Portugal, 2015); Múltiplas Perspectivas e não menos Contradições e Sonhos (I Bienal da Maia: Lugares de Viagem, Maia, Portugal, 2015); Under the Subway Video Art Night (The ANNEX Art Social Space, Nova York, Estados Unidos; Project Space Kleiner Salon, Berlim, Alemanha; 2015); Rapid Pulse Festival Performance Art 2015 (Defibrillator Gallery, Chicago, Estados Unidos, 2015); (Tra)vestir um fa(c)to (Espaço MIRA, Porto, Portugal, 2015); Amor Marginal (CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura em Guimarães, Portugal, 2015); Beija-me (SESC-Ribeirão Preto, SP, Brasil, 2015; IV Festival de Formas Poéticas, Estação Cultura, Catanduva, SP, Brasil, 2013); 18º Salão de Artes Plásticas de Catanduva (Estação Cultura, Catanduva, SP, Brasil, 2014); Vitrine de Projetos: Ensaios sobre a Fronteira (Fundação Memorial da América da Latina, São Paulo, SP, Brasil, 2014); Orexia (Barracão Maravilha, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2014); Corpo (i)materializado (Mostra Performatus #1, Central Galeria de Arte, São Paulo, SP, Brasil, 2014); Moda e Religiosidade em Registros Corporais (CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura em Guimarães, Portugal, 2013; SESC-Campinas e SESC-São José do Rio Preto, SP, Brasil, 2013-14); Dzień Światła 2012 (Galeria Otwarta, Wrocław, Polônia, 2012); entre outras. Em 2015, com Tales Frey, fez curadoria da exposição ÁguaAr de Suzana Queiroga no CAAA em Guimarães e da exposição Trabalha-dores do Cu no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos no Porto, ambas cidades de Portugal. Já em 2014, com Tales Frey, realizou e fez curadoria da MOSTRA PERFORMATUS #1 na Central Galeria de Arte em São Paulo. Também, nesse mesmo ano, com Tales Frey, fez curadoria da exposição Priscilla Davanzo: Lugares da Escrita no CAAA em Guimarães, Portugal. E em 2013, com Tales Frey, fez curadoria da exposição Beija-me na Estação Cultura em Catanduva (SP, Brasil). Os principais cursos de formação contínua nacionais e internacionais que praticou são: Becoming an Image (com Manuel Vason na Casa do Sol – Instituto Hilda Hilst em Campinas, SP, Brasil); B With People (com Marcelo Evelin na mala voadora.porto em Porto, Portugal); Laboratory Karawanasun (com Rena Mirecka no Instytut im.Jerzego Grotowskiego em Brzezinka, Polônia); Au Cœur du Son (com Jarosław Fret, Aleksandra Kotecka, Tomasz Wierzbowski, Jean-François Favreau e outros membros do Teatr ZAR na Arta Cartoucherie em Paris, França); História da performance no contexto das artes (com Mariana Brandão na Fundação Serralves em Porto, Portugal); Practical workshops of The Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards (com Mario Biagini e Thomas Richards na Fondazione Pontedera Teatro e no Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards em Pontedera, Itália); Odin Week (com Odin Teatret em Holstebro, Dinamarca); La Esencia del Actor a través del Movimento y La voz (com Yoshi Oïda no Estudio Dramático em Valência, Espanha); Interpretação (Método das Ações Físicas – Stanislavski e Grotowski) (com Celina Sodré no Studio Stanislavski no Rio de Janeiro, RJ, Brasil); Workshop com Gerald Thomas no SESC Consolação em São Paulo, SP, Brasil; entre outros. Em 2014, sua obra Homenagem a Oscar Niemeyer integrou permanentemente o acervo da Fundação Memorial da América Latina (São Paulo, SP, Brasil) e, também nesse ano, com a obra El Minotauro #2, ganhou em terceiro lugar dentro da categoria PHOTOGRAPHY no 2014 EMERGING EROTIC ARTIST CONTEST da Tom of Finland Foundation (Los Angeles, Estados Unidos). Organizou e traduziu, com Suianni Macedo, o livro Henri de Gissey de Paris: desenhista ordinário dos divertimentos e dos balés do Rei (1608 – 1675) de Anatole de Montaiglon e, atualmente, organiza a autobiografia Quinze anos de minha vida de Loïe Fuller, e, com Tales Frey, a catalogação Evocações da Arte Performática (2010-2013). página pessoal | www.ciaexcessos.com.br 


TALES FREY
TRANS[LUGAR] [L] RUA DE SÃO SALVADOR 13/28
GPS/ LAT: 40.209631 | LONG: -8.426628

apresenta [(Tra)vestir um Fa(c)to]

“(TRA)VESTIR UM FA(C)TO Vestir um fato. Vestir um facto. Travestir um fato. Travestir um facto. O vídeo expõe dois corpos masculinos e cada qual com dois tipos de fato de casamento: ora um fato considerado masculino ora um traje considerado feminino. Um facto social é erigido em quatro combinações de indumentos dispostos sobre cada indivíduo de um único casal homossexual, levando em conta que suas identidades, como todas as outras, não são cristalizadas, não são estruturas fixas; elas estão em constante construção e ultrapassam até mesmo as quatro construções propostas.”

texto gentilmente cedido pelo seu autor Tales Frey

As três fotografias apresentadas foram tiradas por Isabel Maria Dos – do interior da casa  – à janela da sala de um dos habitantes participantes locais da Alta da cidade de Coimbra – para o exterior – na noite de 19 de junho – aquando a montagem de videoprojecção do trabalho de Tales Frey – nelas, ao fundo no exterior – imagens/frames deste trabalho videográfico. 

©Tales Frey, (Tra)vestir um Fa(c)to, (vídeo-performance), Porto, Portugal, abril, 2014

bio | Tales Frey é doutorando em Estudos Teatrais e Performativos – Estudos Artísticos – Universidade de Coimbra, fez Mestrado em Teoria e Crítica da Arte pela Universidade do Porto e uma especialização em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição. Graduado em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde manteve vínculo para cursar Indumentária na Escola de Belas Artes da UFRJ. Apresentou trabalhos artísticos na Argentina, no Brasil, no Canadá, na China, em Cuba, nos Estados Unidos da América, na Inglaterra, na França, na Alemanha, na Malásia, no México, na Polônia, no Peru, em Portugal, na Sérvia, na Suécia e na Tailândia. Destre os espaços e eventos em que apresentou suas obras, vale destacar: Kuala Lumpur 7th Triennial – Barricade na Malásia, Defibrillator Gallery em Chicago, The Kichen em New York, Performance Platform Lublin na Galeria Labirynt na Polónia, unidades do SESC do estado de São Paulo, Barracão Maravilha no Rio de Janeiro, Central Galeria de Arte de São Paulo, Maus Hábitos e Espaço MIRA em Portugal, entre outros. Foi “Artista Revelação” no 18º Salão Contemporâneo pertencente ao Salão de Artes Plásticas de Catanduva. Integra, com trabalhos de vídeo, o acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea MAC-USP no Brasil, da Pinacoteca Municipal de Catanduva e do IMACP no México. Em 2015, foi convidado para expor na Bienal de Arte Contemporânea da Maia e selecionado para a 18ª Bienal Internacional de Arte de Cerveira e para a 1º Bienal de Gaia. Tales é membro fundador da revista eletrônica Performatus e da Cia.Excessos e é autor do livro “Discursos críticos através da poética visual de Márcia X.” e organizador, com Paulo Aureliano da Mata, da catalogação “Evocações da Arte Performática (2010-2013)”.  página pessoal | www.ciaexcessos.com.br

INFORMAÇÃO: “(TRA)VESTIR UM FA(C)TO” de Tales Frey, não esteve nas noites em exibição de 23 e 24 de junho. A residente (uma senhora já idosa) a quem se tinha pedido previamente autorização para a parede da sua casa servir de suporte à videoprojecção da referida peça, depois de conhecer o conteúdo desta peça fílmica de Tales Frey – e nas duas noites referidas não permitiu que o trabalho de Tales fosse ali exibido.

No dia 24 de junho, depois de duas horas e meia de conversação com a senhora citada, e com a ajuda de alguns dos seus vizinhos, a autora Isabel Maria Dos e comissária de TRANS[acto], TRANSDISCIPLINARY ANTI-ARTISTIC PROJECT  conseguiu, por fim, “negociar” com a mesma senhora.

Assim, ficou acordado entra as partes que a partir das 21h30 da noite de 25 até à noite de 27 de junho – sábado – último dia da mostra –  e sempre no período nocturno das 21h30 à 1h00 – possa esta mesma peça continuar em exibição no mesmo –  TRANS[LUGAR L], na rua de São salvador.

 

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